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Fazer piada é o terceiro melhor disfarce que existe. Em segundo lugar vem o sentimentalismo (...) Mas na minha opinião o melhor e mais perfeito disfarce que existe é dizer a verdade, nua e crua. É engraçado. Ninguém acredita nela.
Max Frisch

Vários incêndios assustam a cidade. Um clima de pavor e desconfiança atinge a todos. Um desconhecido pede abrigo na casa de Biedermann. O pequeno-burguês cheio de culpas e movido por 'bons sentimentos' decide hospedá-lo. Pouco depois Biedermann descobre que o hóspede trouxe consigo mais um amigo e galões de gasolina. O coro de bombeiros tenta adverti-lo do perigo, mas é inútil. Mesmo diante de todas as evidências Biedermann mostra-se incapaz de agir e detona sua própria tragédia.
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O Autor
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############Max Frisch é um dos sucessores mais diretos ######de#Brecht. Seus personagens são figuras comuns, ######que nos surpreendem por meio de situações que ######nos revelam mecanismos de alienação que ############impedem a evolução do homem. Trata-se de um teatro essencialmente político. |
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É nesse mesmo cenário de detalhamento da interpretação que surge o Corpo de Bombeiros, nossos heróis, narradores do espetáculo, responsáveis pela música ao vivo, pela dança, pelos comentários, pelas advertências e esclarecimentos, sempre alertas, mas incapazes de impedir a tragédia.
Inspirados nos heróis dos seriados americanos dos anos 60 e 70 (Swat, Chips, As Panteras, Jornada nas Estrelas, Perdidos no Espaço, O Elo Perdido), nossos modelos importados de "bom, belo e justo", fórmula estrangeira de virtude e ação, eles chegam a atrapalhar a cena, como crianças num campo de batalha. Nosso coro será visto, em vários momentos, 'plantado' no meio da sala dos Biedermann, impedindo a harmonia da movimentação cênica. Inadequados e inúteis.
A Cia. prossegue em sua investigação do 'simples', da confecção artesanal, 'ingênua' dos elementos materiais que compõem o jogo, fortalecendo o ator, responsabilizando-o pela transmutação da matéria em imaginação concreta.
O espetáculo é apresentado o mais perto possível do público. Os espectadores estão quase dentro do espaço cênico. Sentem o cheiro do pato assado. Vêem o suor na testa dos Biedermann e sentem-se igual a eles. Observam a suavidade e o prazer dos incendiários, sentem que são eles, assustadoramente, os únicos portadores de consciência e de razão. Sente-se a patética seriedade de cada bombeiro, sente-se que todos somos assim... Pode-se observar os movimentos e intenções de cada espectador. Cada gesto de cada espectador deve fazer parte dessa obra.
FICHA TÉCNICA
Texto : Max Frisch
Direção : Georgette Fadel
Elenco : Alexandre Faria, Alexandre Krug, Ana Petta, Carlota Joaquina,
Luís Mármora, Mariana Senne, Patrícia Gifford,
Paula Klein e Rogério Tarifa.
Direção Musical : Ivini Ferraz
Assistência de Direção : Marcelo Reis
Coreografia : Roberta Estrela DAlva
Preparação Corporal : Erika Moura / Sabrina Cunha
Iluminação : Miló Martins
Operação de Luz : Anderson Rodrigues
Cenário : Júlio Dojcsar
Figurino : Cláudia Schapira
Produção Executiva : Cia. São Jorge de Variedades
Criação Visual : Sato / Júlio Dojcsar
Fotografia : Rafael Aidar / Maurício Campello / Fernando Martinho
Vídeo : André Francioli - Moira Toledo & Thiago Rodrigues
Tradução : Alexandre Krug
Histórico do Espetáculo
. Prêmio Estímulo Flávio Rangel - Secretaria do Estado da Cultura - SP - 2001.
Apresentações:
. Teatro Ventoforte, São Paulo - novembro de 2005;
. Centro Cultural da CPFL, Campinas, SP- novembro de 2005;
. Teatro Lauro Gomes, São Bernardo do Campo, SP - outubro de 2005;
. Engenho Teatral, São Paulo - junho de 2005;
. Casa de Cultura de Suzano, SP - maio de 2005;
. Projeto Formação de Público - São
Paulo, 2004:
*****************************************CEU
Jambeiro, abril e maio;
*****************************************CEU Cidade Dutra, junho;
*****************************************CEU Butantã, agosto;
*****************************************CEU Vila Curuçá. setembro;
*****************************************CEU Parque Veredas, outubro;
*****************************************CEU Campo Limpo, novembro;
. 11.o Porto Alegre Em Cena, Porto Alegre, RS - setembro de 2004;
. Teatro Municipal de Guarulhos, SP - julho de 2004;
. Teatro Nelson Rodrigues, Guarulhos, SP -dezembro de 2003;
. FILO - Festival Internacional de Teatro de Londrina, PR - maio de 2003;
. SESC Ipiranga - São Paulo - abril de 2003;
. Teatro Cacilda Becker / Cia. do Latão - São Paulo - março de 2003;
. Casa de Cultura de Diadema, SP - março de 2003;
. Mostra São Paulo - Theatro Municipal - São Paulo - fevereiro de 2003;
. III Bienal de Cultura e Arte da UNE - Olinda, PE - fevereiro de 2003;
. 9.o Festival Janeiro de Grandes Espetáculos - Recife, PE - fevereiro de 2003;
. Projeto Oficina Boracea, Barra Funda - São Paulo - dezembro de 2002;
. Casa de Cultura do Itaim Paulista - São Paulo - dezembro de 2002;
. Associação Cultural Paidéia - Biblioteca Presidente Kennedy, Sto. Amaro - São Paulo, dezembro de 2002;
. Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba, SP - outubro de 2002; ########################## #### # #* Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Mariana Senne;
. ELT - Escola Livre de Santo André, SP - dezembro de 2002;
. Teatro de Arena Eugênio Kusnet - Movimento Cultural Harmonia na Diversidade - agosto e setembro de 2002;
. Festival Nacional de Teatro de Santos, SP - setembro de 2002;
. Festival de Teatro Universitário - Universidade de São Paulo - setembro de 2002;
. CUCA - Circuito Universitário de Cultura e Arte / UNE - Ouro Preto, MG - agosto de 2002;
. Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto - julho de 2002;
. Festival de Comédias - Secretaria Mun. de Cultura / Teatros Martins Pena e Alfredo Mesquita - julho de 2002;
. Teatro de Arena Eugênio Kusnet - Movimento Cultural Harmonia na Diversidade - setembro 2001 a maio 2002;
. Projeto Vida - Escola Aberta - Secretaria Municipal da Educação de São Paulo - dezembro de 2001;
. Fórum Social Mundial de Porto Alegre - fevereiro de 2002;
. "Show da Paz" - UNE / SESC Pompéia - fevereiro de 2002;
. Teatro na Cidade - Vargem Grande Paulista - março de 2002;
. Reflexos de Cena / SESC Consolação - São Paulo - novembro de 2001.
Críticas:
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